MIRAGENS CELESTES
I
Sublimes atmosferas,Luminosas, rarefeitas,
Sem as medidas estreitas
Das horas que marcam eras.
E as almas puras, eleitas,
Quais flores das primaveras,
Buscando vão as esferas
Das alegrias perfeitas.
Vão todas, espaço em fora,
Como lírios cor de aurora,
Modeladas pela dor.
E onde passam sorridentes
Abrem-se rosas virentes,
Rosas de paz e de amor.
II
Uma campina de floresEm pleno espaço infinito,
Onde desperta um precito
De um pesadelo de dores.
Envergara o sambenito
Dos pedintes sofredores,
Vivera entre os amargores
De um sofrimento bendito.
E nessa etérea campina
Recebe a esmola divína.
Nesse batismo de luz;
Recebendo entre outros gozos,
Dos lábios de anjos formosos,
O ósculo de Jesus.
Op's esquice de escrever o nome do poemta!!
ResponderExcluirQuem escreveu miragens celeste foi B. Lopes.