sábado, 14 de agosto de 2010

MIRAGENS CELESTES

I
Sublimes atmosferas,
Luminosas, rarefeitas,
Sem as medidas estreitas
Das horas que marcam eras.

E as almas puras, eleitas,
Quais flores das primaveras,
Buscando vão as esferas
Das alegrias perfeitas.

Vão todas, espaço em fora,
Como lírios cor de aurora,
Modeladas pela dor.

E onde passam sorridentes
Abrem-se rosas virentes,
Rosas de paz e de amor.

II
Uma campina de flores
Em pleno espaço infinito,
Onde desperta um precito
De um pesadelo de dores.

Envergara o sambenito
Dos pedintes sofredores,
Vivera entre os amargores
De um sofrimento bendito.

E nessa etérea campina
Recebe a esmola divína.
Nesse batismo de luz;

Recebendo entre outros gozos,
Dos lábios de anjos formosos,
O ósculo de Jesus.

Um comentário:

  1. Op's esquice de escrever o nome do poemta!!
    Quem escreveu miragens celeste foi B. Lopes.

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